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01/07/2006
GAUDIUM - Educação e Geração de Renda
Instituto Gaudium de Proteção à Vida
 
1 IDENTIFICAÇÃO
 

1.1 Nome da Instituição: Programa Rede Solidária / Instituto Gaudium de Proteção à Vida.

1.2 Sigla: RESOL

1.3 Representante: Fernando Márcio Gonçalves de Matos, Diretor-Executivo.

1.4 Endereço: Rua Saldanha Marinho, 1266, Centro, CEP 80430 160, Curitiba, Paraná, Brasil.

1.6 Pessoas de contato: Fernando Matos e Carlos Alberto Chiquim

1.8 Telefone: 41 3224 7512 – 9972 5239

 
2. NATUREZA DA INSTITUIÇÃO: OSCIP - CNPJ: 03.910.234/0001-64
 

O Instituto Gaudium tem sua origem no ano 2000, criado como Organização Não Governamental e, depois, transformado em Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Sua sede, atualmente, localiza-se na cidade de Curitiba e atua em todo território nacional promovendo educação, saúde, inclusão digital e geração de renda. Tem como princípios básicos erradicar a miséria e a fome; promover a igualdade entre os povos através da educação básica, qualificação e capacitação profissional; potencializar ações sociais e geração de renda; promover ações concretas no campo da saúde, entre outras.

 
3. Sumário Executivo
 

Para tornar visível sua ação, o Instituto Gaudium criou o Programa Rede Solidária que envolve um conjunto de ações cuja meta é garantir a inclusão digital, social e cultural do cidadão brasileiro que está à margem da sociedade. Sua missão é atingir a todos: a criança em situação de risco, o menor ou o adolescente sem perspectivas de futuro, o jovem sedento por um ideal de vida melhor e o adulto inconformado com os desafios de uma sociedade carente de perspectivas futuras.

 

O Programa Rede Solidária constitui-se em estrutura nacional com missão de articulação sócio-ambiental integrando os setores sociais da sociedade. Assim permite o suporte técnico e comunicação das ações desenvolvidas pelas associadas.

 

Os objetivos são de gerar ações complementares a Educação e Renda. Compreende-se deste modo modelo diferente das cadeias produtivas e educacionais existentes. Procura-se oportunizar a permanência do cidadão em sua comunidade e a partir de então criar maneiras de valorização da estrutura familiar, renda agregada e partilhada. Isto significa o desenvolvimento local através de tecnologias sociais focadas e de retorno breve para o cidadão. Exemplifica-se na geração de renda para as gestantes e mães pelo artesanato manual onde da própria casa pode participar desta produção.

 

A integração nacional das instituições permitiu a mobilização de entidades de base em todo o país representando 17 mil pontos físicos de articulação em todos os municípios brasileiros. Somam-se a isto mais 95 mil pontos no interior das localidades. Integra organizações não governamentais em 1.150 pontos de inclusão digital pelo país.

 

O suporte acadêmico é gerado por 13 universidades disponibilizando corpo docente e discente para o desenvolvimento da ciência e suporte técnico a comunidade.

 

A comunicação destas ações integra múltiplos segmentos em mídia. Convergem 200 emissoras de rádio, 03 emissoras de televisão, jornais em todo o país e na internet inúmeros sites e portais para o propósito de conteúdo e formação.

 

Atua-se com prioridade nas regiões brasileiras norte e nordeste. Na primeira com o foco educacional e na segunda para a questão da segurança alimentar e novas formas de complementação em renda.

 

O programa encontra-se alinhado com as Metas do Milênio apresentadas pela Organização das Nações Unidas. Difunde os objetivos nacionalmente e serve de modelo para demais nações no mundo na comunicação para a sociedade. Para isto integrar a Rede de Tecnologia Social como articulador de rede será excelente oportunidade para gerar novas demandas e ações.

 

A denominação Rede Solidária caracteriza a mística que percorre as ações do programa: não se pode atingir objetivos de resgate da dignidade da pessoa, sem o conceito de rede, isto é, a interligação das ações desenvolvidas pelo conjunto das entidades que tecem o organismo que compõe a sociedade. Por outro lado, não se pode falar em justiça, dignidade e paz, sem colocar em prática o conceito de solidariedade, isto é, o compromisso pelo qual as pessoas se obrigam uma pelas outras. Ser solidário é estar numa relação de auxílio mútuo. Por isso propomos um modelo de programa baseado em pessoas e entidades que se somam para gestar um novo modelo de sociedade, balizada no respeito pelo ser humano, regatando, assim, um sonho muito antigo do homem, a sede do conhecimento. A possibilidade de dar acesso ao conhecimento encanta o ser humano e o gerenciamento deste conhecimento universaliza a informação para o benefício de todos. Uma descoberta, uma ação solidária bem sucedida deve ser socializada para que possa atingir mais e melhores resultados.

 
 
           
 
 
4. Análise do Contexto e Justificativas
 

A atualidade representa a busca de modelos para a sonhada integração social. A disponibilidade desta rede física no país permite elementos para ações coordenadas e focadas. O suporte acadêmico e a sensibilização das escolas, faculdades e universidades junto ao terceiro setor são propícios. Atualmente, a incredulidade de evidências sociais é a tônica. Para transpor a isto, o Rede Solidária, como elemento vetor de ações e relações com os setores sociais é ferramenta possível desta interação.

Acontecimentos como o desemprego, a exclusão social e digital, o narcotráfico, a violência, a degradação do meio ambiente, a crise de legitimação da política institucional, o acirramento da competição empresarial e o desmonte do Estado do bem-estar social constituem temas que estão na agenda de debates em todo o mundo são acontecimentos em quaisquer regiões e/ou países.

As análises sobre essas questões comportam múltiplos pontos de vista. O debate é intenso e acordos quanto aos caminhos que devem ser trilhados no enfretamento dessas questões não são facilmente obtidos. Entretanto, talvez possamos destacar um ponto consensual entre as diversas vozes que se fazem ouvir nesse debate: nem o Estado, nem o mercado podem, isoladamente, responder aos desafios impostos pelo atual contexto sócio-ambiental. A criação deste novo contrato social, negociado a partir de um equilíbrio dinâmico entre três segmentos constitutivos das sociedades contemporâneas: Estado (1 Setor), Mercado (2 Setor) e Sociedade Civil (3 Setor).

O que há de novo nessa formulação é a importância que vem adquirindo a sociedade civil como um elemento social tão importante quanto o aparelho estatal e as empresas privadas. Cada vez mais informada e atuante, a sociedade civil tem assumido um papel de protagonista na construção da democracia. Dentro dessa nova concepção da organização social, encontramos uma série de iniciativas que vêm recebendo a denominação genérica de Terceiro Setor.

A proximidade dos beneficiários dos programas sociais, as organizações do terceiro setor podem garantir uma maior racionalidade na aplicação de recursos. O desenvolvimento destas ações há a criação do acervo de experiências e competências para o entendimento melhor da exclusão social e digital.

A justificativa para o esta inclusão na Rede de Tecnologia Social encontra-se no pensamento atual em integrar múltiplos segmentos sociais com transparência. Basear-se em critérios técnicos, bom senso e aplicação de recursos com metodologia qualificada. Criando fórum permanente, apresentando alternativas de comunicação, acompanhamento de ações, conservação, preservação ambiental e integração de dados estatísticos. Tudo isto cria a atividade dinâmica de acompanhamento de nossa sociedade.

 
 

Educação e complementação de renda. O significado destes objetivos é que o Rede Solidária seja vetor referencial para os setores sociais.

5.2 Objetivos Específicos

·         Através de cadeias produtivas identificadas locais possibilitar a complementação de renda.

·         Metodologia de diagnóstico local para as comunidades e instituições participantes.

·         Gerar centro de documentação, imagens, projetos, encaminhamentos e informações abrangendo diversos temas sócio-ambientais.

  • Base para teses em pós-graduação como mestrado e doutorado.
 
  • Ferramenta no complexo educacional para escolas e universidades oferecendo informações através do meio digital;
 

·         Integração com redes de articulação.

  • Pólo difusor da cultura e conhecimentos.
 
  • Intercambiar a informação entre as pessoas e Instituições;
 
  • Ser uma ferramenta para escolas e universidades oferecendo espaço para o voluntariado;
 
  • ser uma ferramenta de ensino à distância;
 
  • Promover ações no campo da saúde.
 
6. Benefícios
 

Difundir tecnologias sociais, trocar informações, conhecimentos e experiências em projetos e ações coordenadas em todo o país.

Interagir em grupo e fazer permear série de dados por diversas instituições metodologia de trabalho. Utilizar elementos de mídia cruzada para a comunicação, como meios impressos, rádio, televisão e internet.

Integrar a Rede de Tecnologia Social oportunizar a difusão de metas, princípios e situações em todo o país.

 
 
  • ASSINTEC, Associação Inter religiosa de educação, presta assessoria aos professores de escolas públicas
  • Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

(Órgão nacional representativo da Igreja Católica no Brasil)

  • Pastorais Sociais (Criança, Menor, AIDS, Sobriedade, Terra, Carcerária, Operária...)
  • Universidade de São Paulo. Escola do Futuro. Referência em tecnologias de informação como:
          • Responsável pelo Acessa São Paulo
          • BibVirt – acesso extenso em diversas mídias.
          • Laboratório de Ensino em Ciências e Tecnologias.
 
  • Faculdade Internacional de Curitiba
      • Disponibilizadas tele-salas em todo o país via-satélite para uso em ensino de graduação, pós-graduação e aperfeiçoamento.
  • Banco do Brasil
      • Acompanhamento de 1.600 tele centros instalados pelo Banco do Brasil. Projeto de permitir através de sistema multimídia informações em saúde e cidadania em tempo real por profissionais em saúde e juristas.
  • Comissão Episcopal para a Amazônia. Banco de dados da Amazônia (www.amazonianet.org.br). Projeto de prover acesso à região amazônica via satélite para pontos remotos (Ministério das Comunicações).
  • Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome.
      • Reúne grupo de iniciativas de levar alimentação a famílias de baixa renda estimulando a produção agrícola.
      • Ação no semi-árido brasileiro e no incentivo a projetos de compra direta local.
  • Ministério da Justiça
      • Acompanhamento com suporte jurídico oficial.
  • Secretaria Nacional dos Direitos Humanos
      • Acompanhamento de inclusão digital nos conselhos tutelares no país.
  • Secretaria Especial da Pesca
      • Projeto de inclusão digital.
  • Movimento dos Sem Terra
      • Projeto de inclusão digital e ensino a distância.
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
      • Acompanhamento estatístico e avaliador das dinâmicas sociais.
  • Ordem dos Advogados do Brasil
      • Representatividade de instituição jurídica independente.
  • Conselho Federal de Medicina
      • Órgão representativo da profissão médica no Brasil.’
 
 
  • Programa Rede Solidária (Plano Bienal da CNBB)
      • Cadastro reúne série instituições nacionais e empresas interessadas em fomentar projetos sócio-ambientais.
        • 17 regionais nas cinco regiões brasileiras.
        • 17 mil pontos físicos de interação.
        • 110 mil comunidades nos municípios do país.
  • Instituto Paulo Montenegro
      • Constitui-se no braço social do IBOPE. Realiza série de ações educativas e de formação.
  • Edusol, Instituto Educação Solidária: presta eduação a distância via satélite e internet, www.edusol.org.br.
  • COPEEDUCAR. Cooperativa de professores que desenvolvem conteúdos para cursos on line.
  • Acesso Saúde, Instituição de saúde que presta assistência à pessoas carentes.
  • Ciranda da Esperança, entidade sem fins lucrativos que auxiliam crianças com câncer e suas famílias.
  • CENPLAFAM, Centro de Planejamento Familiar que atende famílias em situação de risco.
  • Casa da Juventude, Centro de apoio e assessoria àqueles que trabalham com o mundo juvenil, em políticas públicas.

8. Projetos executados ou em andamento
 
  • Acessa Mundi – Assistência Sócio-ambiental via Web

Ação de inclusão digital disponibilizando computadores e acesso a Internet. Nos locais onde já existe estrutura de informática incorpora-se a rede e orientam-se melhorias. Cursos de capacitação são desenvolvidos voltados à geração de conhecimento e qualificação para o mercado de trabalho.

Unidade central RESOL já instalada permite o núcleo de Tele-saúde e Tele cidadania. Ação pioneira de aproximar voluntários e comunidades. Para a população a forma de comunicação automática e uso de web cams.

  • Revitalização Centro de Curitiba

Sede do Programa Rede Solidária. Projeto de resgate histórico e cultural no marco zero da cidade de Curitiba, edifício Nossa Senhora da Luz, localizado na Praça Tiradentes, com 6.000 m2.

 
  • Caravana Solidária

Ação de levar estudantes universitários a comunidades para diagnóstico e implantação de projetos. Ocorre em parceria com universidades entre elas a PUC/PR.

 
  • Matéria Prima

Geração de renda através de resíduos sólidos e recicláveis. No município de Colombo (Paraná) tem espaço constituído para receber materiais para separação e reciclagem. Atualmente cerca de 100 pessoas são beneficiadas com este projeto. Conta-se com área para construção de usina de reciclagem futuramente.

 
  • Bibliotecas Comunitárias

Coletados livros, revistas, impressos e mídias diversas são agrupadas e levadas para a comunidade. Disponibiliza também estantes, mesas e cadeiras para o acesso ao conhecimento. Nestes espaços estimula-se o contraturno escolar aliando a atividades físicas.

 
  • Discador Solidário

Estímulo ao uso da Internet solidária, fazendo o convite ao usuário de acessar ao portal www.resol.org.br, fazer o cadastro e baixar o discador. Com isto, parte da receita gerada será revertida para ações comunitárias (deixou de existir quando entro a banda larga).

 
  • Revista RESOL

Projeto de mídia desenvolvido para divulgação de ações sócio-ambientais das empresas e instituições. Trabalha-se a filantropia estratégica levando aos públicos exemplos comunitários.

 
  • RESOL Rádio/TV

Projeto de traduzir em mídia televisa o programa RESOL gerando mais interatividade com o público. Reportagens, testemunhos e exemplos são apresentados no programa.

Ação paralela encontra estúdio habilitado no centro de mídia RESOL para a veiculação em tempo real de programas, bem como, para gravação e veiculação posterior em emissoras de TV.

 
  • Educação Solidária
Cursos à Distância:

Uso de ferramenta de satélite e internet.

 
  • Viva Criança

Projeto de continuidade ao trabalho da pastoral da criança com população de 07 a 18 anos.

 
  • Emprego Solidário

Projeto em processo de planejamento com o CEAT /CBT (Centro Arquidiocesano do Trabalhador / Centro Bizantino do Trabalhador) na cidade de São Paulo.

 
  • Tecnologia

Desenvolvimento de software livre para a inclusão digital e geração de múltiplas ferramentas de uso em Internet. Com esta ação segmentos institucionais estarão sendo divulgados pela rede de informação.

As necessidades são de recursos para desenvolver o software livre.

 
  • Acesso saúde.

Promove acesso a saúde à população carente e promove palestras de prevenção à doenças em áreas de risco.

 
  • Pró-ativa.

Projeto tendo como foco a terceira idade, em parceria com o Ministério da Educação, em Brasília.

 
 
 

8. Responsáveis pelo PROGRAMA REDE SOLIDÁRIA

 
  • Coordenação Nacional:
           Carlos Alberto Chiquim.
 
  • Diretor-Executivo:  

            Fernando Márcio Gonçalves de Matos.

            direcao@gaudium.org.br
 

Fonte: GAUDIUM Inserido por: Administrador